15 Exemplos Do Comando dig No Linux

A nossa memória tem uma facilidade maior de memorizar nomes do que IP. É mais fácil memorizar o nome de domínio webmaster.pt do que o IP 65.254.41.45.

memória

Ora, os computadores que temos em casa ou no trabalho, os dispositos de rede, como os switch e os routers, e os servidores comunicam entre si através de IP.

traceroute

Quando usamos um navegador / browser, um cliente de email ou um cliente de FTP, introduzimos nomes de domínios para acedermos remotamente ao respetivo servidor.

navegador

O DNS (Sistema De Nome De Domínios) é um sistema de gestão dos nomes de domínios, com uma estrutura hierárquica, através do qual os navegadores / browsers, os clientes de email, os clientes de FTP, convertem esses nomes de domínios em IP.

Para sabermos como é que um nome de domínio está configurado no Sistema de Nome de Domínios (DNS), podemos usar o comando dig no Linux.

Mas, chega de contemplar a realidade. Vamos mergulhar nela mesmo, experimentando com exemplos práticos do dig.

mergulhar

Vamos começar pela forma mais simples do comando dig:


dig webmaster.pt

; <<>> DiG 9.7.0-P1 <<>> webmaster.pt
;; global options: +cmd
;; Got answer:
;; ->>HEADER<<- opcode: QUERY, status: NOERROR, id: 61904
;; flags: qr rd ra; QUERY: 1, ANSWER: 1, AUTHORITY: 0, ADDITIONAL: 0

;; QUESTION SECTION:
;webmaster.pt.      IN  A

;; ANSWER SECTION:
webmaster.pt.    14358  IN  A  65.254.41.45

;; Query time: 18 msec
;; SERVER: 192.168.1.1#53(192.168.1.1)
;; WHEN: Fri Jul 19 10:08:24 2013
;; MSG SIZE  rcvd: 46

Podemos estruturar o output do comando dig em várias partes:

  • versão do dig
  • opções globais do comando
  • cabeçalho
  • pergunta, com cabeçalho
  • resposta, com cabeçalho
  • estatísticas

Podemos passar várias opções ao dig para eliminar parte da informação que consta do output do dig.

Se corrermos o dig com a opção +nocmd, eliminamos a linha sobre a versão do dig e a linha das opções globais:


dig +nocmd webmaster.pt
;; Got answer:
;; ->>HEADER<<- opcode: QUERY, status: NOERROR, id: 39491
;; flags: qr rd ra; QUERY: 1, ANSWER: 1, AUTHORITY: 0, ADDITIONAL: 0

;; QUESTION SECTION:
;webmaster.pt.      IN  A

;; ANSWER SECTION:
webmaster.pt.    8670  IN  A  65.254.41.45

;; Query time: 17 msec
;; SERVER: 127.0.0.1#53(127.0.0.1)
;; WHEN: Sun Jul 21 22:07:04 2013
;; MSG SIZE  rcvd: 46

Vamos agora correr o dig com a opção +nocomments


dig webmaster.pt +nocomments

; <<>> DiG 9.7.0-P1 <<>> webmaster.pt +nocomments
;; global options: +cmd
;webmaster.pt.      IN  A
webmaster.pt.    3051  IN  A  65.254.41.45
;; Query time: 18 msec
;; SERVER: 192.168.1.1#53(192.168.1.1)
;; WHEN: Fri Jul 19 10:10:55 2013
;; MSG SIZE  rcvd: 46

Eliminamos o cabeçalho inicial e os cabeçalhos de cada secção. Temos um output mais elegante, mas com menos informação.

Podemos adicionar a opção +nostats


dig webmaster.pt +nocomments +nostats

; <<>> DiG 9.7.0-P1 <<>> webmaster.pt +nocomments +nostats
;; global options: +cmd
;webmaster.pt.      IN  A
webmaster.pt.    14400  IN  A  65.254.41.45

O output fez uma dieta visível, dado que, para além dos comentários, não apresentou as estatísticas.

Podemos ainda eliminar todas as partes do output com a excepção da resposta, com as opções +noall +answer


dig +noall +answer webmaster.pt
webmaster.pt.    1933  IN  A  65.254.41.45

Mas, se quisermos um output minimalista, experimente a opção +short


dig webmaster.pt +short
65.254.41.45

Direto ao ponto! Existe um registo A do nome de domínio webmaster.pt que aponta para o IP 65.254.41.45. Poderiam existir vários registos A do mesmo nome de domínio a apontar para IP diferentes. Veja o exemplo do nome google.com:


dig google.com +short
173.194.45.3
173.194.45.4
173.194.45.5
173.194.45.6
173.194.45.7
173.194.45.8
173.194.45.9
173.194.45.14
173.194.45.0
173.194.45.1
173.194.45.2

dig registo MX

Para verificarmos qual o host name do servidor de email do nome de domínio webmaster.pt, passamos a opção MX ao comando dig:


dig MX webmaster.pt +noall +answer

; <<>> DiG 9.7.0-P1 <<>> MX webmaster.pt +noall +answer
;; global options: +cmd
webmaster.pt.    14400  IN  MX  0 webmaster.pt.

Ficamos a saber:

  • Perguntamos sobre o nome webmaster.pt.
  • O TTL (Time To Live) é 14400 segundos. Exatamente 4 horas.
  • Perguntamos pelo tipo de registo MX.
  • A prioridade é 0.
  • O host name do servidor de mail é webmaster.pt.

Vamos tentar saber os host names dos servidores de mail do google.com:


dig google.com MX +noall +answer

; <<>> DiG 9.7.0-P1 <<>> google.com MX +noall +answer
;; global options: +cmd
google.com.    534  IN  MX  50 alt4.aspmx.l.google.com.
google.com.    534  IN  MX  10 aspmx.l.google.com.
google.com.    534  IN  MX  20 alt1.aspmx.l.google.com.
google.com.    534  IN  MX  30 alt2.aspmx.l.google.com.
google.com.    534  IN  MX  40 alt3.aspmx.l.google.com.

Caso haja uma falha, a ordem de prioridade é 10, 20, 30, 40 e 50. Se for necessário saber o IP dum destes host names, poderíamos executar o comando:


dig aspmx.l.google.com +short
173.194.78.27

dig registo NS

Os registos NS dum nome de domínio indicam os host names dos servidores que

  • guardam os registos de DNS desse nome de domínio
  • respondem a perguntas feitas sobre esses registos de DNS

Para conhecermos os registos NS dum domínio, podemos correr o comando:


dig webmaster.pt NS +noall +answer

; <<>> DiG 9.7.0-P1 <<>> webmaster.pt NS +noall +answer
;; global options: +cmd
webmaster.pt.    86400  IN  NS  ns1.dnsterra.com.
webmaster.pt.    86400  IN  NS  ns2.dnsterra.com.

  • Perguntamos sobre o nome de domínio webmaster.pt.
  • O TTL (Time To Live) é 86400 segundos. 24 horas.
  • Perguntamos pelo registo NS.
  • Existem 2 nameservers, ou seja, 2 servidores de DNS a responder a qualquer query DNS sobre o nome de domínio webmaster.pt.

No caso do google.com, verificamos que o domínio está configurado em 4 servidores de DNS, que respondem a qualquer query DNS com a redundância respetiva.


dig google.com NS +short
ns2.google.com.
ns3.google.com.
ns4.google.com.
ns1.google.com.

O seu computador usa servidores de DNS para converter os domínios a que você tenta aceder no navegador / browser ou no cliente de email para IP. Normalmente, são os dns servers atribuídos pelo seu fornecedor de internet. Também é muito frequente a utilização de DNS servers gratuitos, como os do OpenDNS ou da Google.

DNS gratuitos do OpenDNS


208.67.222.222
208.67.220.220

DNS gratuitos da Google


8.8.8.8
8.8.4.4 

Por vezes, para verificar se o DNS dum domínio está bem configurado num dos servidores de DNS desse domínio ou porque existe um cache de DNS e queremos conferir uma alteração dum registo de DNS sem interferências do cache, podemos perguntar diretamente a um dos servidor de DNS do domínio sobre os registo de DNS configurados nesse servidor.

Como vimos anteriormente, o google.com está configurado em 4 servidores de DNS. Vamos fazer uma query a um deles:


dig @ns1.google.com google.com MX +short
40 alt3.aspmx.l.google.com.
10 aspmx.l.google.com.
30 alt2.aspmx.l.google.com.
20 alt1.aspmx.l.google.com.
50 alt4.aspmx.l.google.com.

dig Reverse DNS Lookup

Se quiser fazer um reverse DNS lookup a um IP, para saber qual o respetivo host name, podemos usar o dig com a opção -x

Já conhecemos o registo MX do webmaster.pt. Aponta para o IP 65.254.41.45. Vamos fazer um reverse DNS lookup a esse IP:


dig -x 65.254.41.45 +short
webmaster.pt.

Poderíamos também usar o comando host:


host 65.254.41.45
45.41.254.65.in-addr.arpa domain name pointer webmaster.pt.

dig registo CNAME

O DNS converte nomes de domínios, fáceis de memorizar, em IP, que são os endereços que as máquinas usam para comunicar umas com as outras. Por vezes, temos nomes de domínios que são pseudônimos dum nome de domínio. Isso significa que o registo A deste último nome de domínio também se aplica aos nomes de domínios que são pseudônimos. É mais comum usar a expressão aliases em vez de pseudônimos.

Em vez de criarmos múltiplos registos A para todos estes nomes de domínios, criamos um registo CNAME para todos os pseudônimos e apontamos este registo para o nome de domínio cujo registo A é aplicável.

cname clone

O nome de domínio webmaster.pt aponta para o IP 65.254.41.45

Os pseudônimos www.webmaster.pt, mail.webmaster.pt, ftp.webmaster.pt também apontam para o mesmo IP. Em vez de criamos registos A para estes subdomínios, criamos registos CNAME que apontam o webmaster.pt.


dig www.webmaster.pt +noall +answer

; <<>> DiG 9.7.0-P1 <<>> www.webmaster.pt +noall +answer
;; global options: +cmd
www.webmaster.pt.  10691  IN  CNAME  webmaster.pt.
webmaster.pt.    9191  IN  A  65.254.41.45

dig mail.webmaster.pt +noall +answer

; <<>> DiG 9.7.0-P1 <<>> mail.webmaster.pt +noall +answer
;; global options: +cmd
mail.webmaster.pt.  14400  IN  CNAME  webmaster.pt.
webmaster.pt.    9890  IN  A  65.254.41.45

dig ftp.webmaster.pt +noall +answer

; <<>> DiG 9.7.0-P1 <<>> ftp.webmaster.pt +noall +answer
;; global options: +cmd
ftp.webmaster.pt.  14400  IN  A  65.254.41.45

Qual a vantagem de usar CNAME? Se a logica do DNS é converter um nome de domínio num IP, a utilização de CNAME não torna a pergunta a um servidor de DNS mais lenta? É necessário fazer 2 perguntas em vez duma só. Qual o host name deste nome de domínio? Qual o IP deste host name?

Vamos imaginar que um domínio tem centenas de subdomínios. E há uma alteração de IP. A vantagem é que, no caso duma alteração de IP, apenas precisamos de mudar 1 único IP na zona de DNS do domínio. E, se a cada domínio correspondesse um registo A em vez dum registo CNAME, seria necessário alterar esse mesmo IP centenas de vezes.

Não é possível fazer a alteração do IP em todos esses registos A através dum script, sem que seja necessário alterar cada instância do mesmo IP? Sim. Mas, se considerarmos as ferramentas atualmente existentes, que permitem a alteração de registos na zona de DNS e que são user friendly, a utilização de registos CNAME pode poupar muito tempo no caso da alteração dum IP.

dig TXT record

Para prevenir o email spoofing, muito usado pelos spammers, um nome de domínio pode publicar os hosts que estão autorizados a enviar emails, através dum registo SPF (Sender Policy Framework) no DNS desse nome de domínio.

email spoofing

Assim, quando um servidor de mail recebe um email proveniente dum determinado nome de domínio, pode conferir se o host que enviou esse email está autorizado no registo SPF desse domínio. Caso não esteja, pode rejeitar o email.

Para verificar se um domínio publicou um registo SPF (Sender Policy Framework), podemos perguntar pelos registos TXT:


dig txt webmaster.pt +short
"v=spf1 +a +mx +ip4:65.254.41.45 ?all"

O nome de domínio webmaster.pt autoriza o host 65.254.41.45 a enviar emails.

Dicas Para Usar O Comando dig

Se quiser obter uma resposta abreviada sempre, sem ter que adicionar as opções +noall +answer ao dig, você pode na pasta $HOME/.digrc adicionar a linha

+noall +answer

Experimente:


cd $HOME
touch .digrc
echo "+noall +answer" >> .digrc

E agora teste o comando dig:


dig webmaster.pt
webmaster.pt.    7625  IN  A  65.254.41.45

33 Exemplos Do Comando find No Linux

No Linux, o comando find permite fazer pesquisas de determinados ficheiros ou pastas dentro do sistema de ficheiros.

Permite também conjugar vários comandos para executar determinadas tarefas.

Vamos mostrar alguns exemplos concretos da utilização do comando find.

Usar O Comando find No Linux Com Base No Nome Do Ficheiro

Imagine que você precisa de procurar um ficheiro de imagem com o nome articles.jpg, dentro duma instalação Joomla, alojada num servidor Linux. Na document root, execute o comando:

find . -name "articles.jpg"

O output será:

./images/stories/articles.jpg

se quisermos também executar algum comando no ficheiro, como, por exemplo, alterar as permissões do ficheiro:

find . -name "articles.jpg" -exec chmod 644 {} \;

Se quiser por exemplo pesquisar o mesmo nome de ficheiro dentro da pasta images:

find images -name "articles.jpg"

Se preferir usar um caminho físico absoluto:

find /home/username/public_html/images -name "articles.jpg"

Se precisar de pesquisar o nome do ficheiro, mas sem que a pesquisa seja CASE SENSITIVE, experimente:

find . -iname "Articles.jpg"

Veja a diferença com:

find . -iname "Articles.jpg" -exec ls -l {} \;

ou

find . -iname "Articles.jpg" -print0 | xargs -0 ls -l

Usar O Comando find No Linux Com grep Para Pesquisar Uma string Ou Texto

Imagine que precisamos de encontrar um pedaço de código num dos ficheiro PHP do Joomla, mas não sabemos em qual. Vamos pesquisar a palavra joomla em todos os ficheiros php:

find . –name "*.php" -print0 | xargs -0 grep -Hin "joomla"

ou

find . –name "*.php" -exec grep -Hin "joomla" {} \;

E a ficheiros PHP alterados nas últimas 48 horas:

find . –name "*.php" -mtime -2 -exec grep -Hin --color=always "joomla" {} \;

Finalmente, vamos limitar o output aos ficheiros que incluem a string joomla, substituindo o grep -Hin com o grep -l:

find . –name "*.php" -print0 | xargs -0 grep -l "joomla"

ou

find . –name "*.php" -exec grep -l "joomla" {} \;

E se quisermos pesquisar em todos os ficheiros php e html?

find . \( -name "*.php" -o -name "*.html" \) -print0 | xargs -0 grep -Hin "joomla"

Se não quisermos usar o find para restringir a pesquisa a determinados tipo de ficheiros, a intervalos de data e tempo, a tamanhos de ficheiros, podemos usar apenas:

grep -Hirn --color=always joomla *

Autopsiando o grep -Hirn –color=always


-H imprime o nome dos ficheiros e respectivo caminho físico (no exempo supra, poderíamos prescindir o H - imprime por defeito)
-i pesquisa sem que seja CASE-SENSITIVE
-r faz uma pesquisa recursiva
-n imprime a linha no código onde se encontra a string pesquisada
--color=always usa cores no output de modo a tornar o output mais apresentável

Se quiser excluir uma diretoria da pesquisa:

--exclude-dir=dir

Usar O Comando find No Linux Com Base No Inode Do Ficheiro

Se estiver com problemas para apagar um ficheiro, dado que o nome do ficheiro é meio estranho, descubra o inode do ficheiro com o comando ls:

ls -il

e depois apague desta forma:

find -inum 117672808 -exec rm {} \;

Usar O Comando find No Linux Para Fintar O Error Argument List Too Long

Já tentou listar os ficheiros num diretório para retornar o erro:

bash: /bin/ls Argument list too long

Experimente:

find . -type f -print0 | xargs -0 ls -l

ou

find . -maxdepth 1 -print0 | xargs -0 ls -l

ou ainda

find . -maxdepth 1 -type f -exec ls -l {} \; | less

Já encontrou a partição /tmp quase cheia e precisou de apagar os ficheiros, mas deparou com o erro

bash: /bin/rm: Argument list too long

Tenha especial cuidado com qualquer comando que apague ficheiros…

Vamos apagar os ficheiros, mas sem apagar quaisquer pastas e respectivos ficheiros e vamos deixar os links simbólicos (noto que o find por defeito não segue os links simbólicos):

find . -maxdepth 1 -type f -exec rm -f {} \;

O comando deve ser executado dentro da pasta /tmp

alternativa:

find . -maxdepth 1 -type f -print0 | xargs rm -f

Vamos agora usar a opção -delete do find:

find /tmp -maxdepth 1 -type f -delete

Usar O Comando find No Linux Com Base Nas Permissões Dos Ficheiros

Vamos agora pesquisar ficheiros com permissões 777 dentro dessa instalação do Joomla:

find . -perm 0777 -type f -exec ls -l {} \;

e pesquisar pastas com permissões 777:

find . -perm 0777 -type d -exec ls -l {} \;

Usar O Comando find No Linux Com Base No Tamanho Dos Ficheiros

Já tentou pesquisar os 10 maiores ficheiros dentro duma instalação Joomla ou até dentro duma partição?

find . -type f -exec ls -s {} \; | sort -n -r | head -10

Neste exemplo, a listagem por tamanho dado pelo comando ls -s é muito importante. Veja como é diferente do uso do comando ls noutros exemplos, onde usamos ls -l. Experimente os 2 comandos:

ls -l
ls -s

O comando para pesquisar os 10 ficheiros mais pequenos é exactamente igual, com a diferença da parte do comando que ordena os ficheiros:

sort -n -r

aqui a ordem é descendente.

Para pesquisar os 10 ficheiros mais pequenos, use:

sort -n

Portanto, o comando completo é:

find . -type f -exec ls -s {} \; | sort -n | head -10

E se precisarmos de pesquisar ficheiros maiores que 100 MB:

find . -size +100M -exec ls -s {} \;

Para pesquisar ficheiros vazios, podemos executar este comando:

find . -empty -exec ls -l {} \;

Usar O Comando find No Linux Com Base No Tipo De Ficheiros

Se quisermos pesquisar link simbólicos:

find . -type l -exec ls -l {} \;

Veja a diferença, se executar apenas:

find . -type l

Para pesquisarmos ficheiros escondidos:

find . -type f -name ".*"

Já experimentamos vários exemplos onde passamos ao comando find o tipo de ficheiro a pesquisar:


-type f (ficheiro)
-type l (link simbólico)
-type d (diretório)

Usar O Comando find No Linux Com Base Na Data E No Tempo Dos Ficheiros

Vamos agora pesquisar todos os ficheiros que foram acedidos nas últimas 24 horas:

find . -type f -atime -1 -exec ls -l {} \;

e todos os ficheiros que foram modificados nas últimas 24 horas:

find . -type f -mtime -1 -exec ls -l {} \;

Agora, em vez de nas últimas 24 horas, vamos pesqusiar os ficheiros que foram modificados ontem:

find . -type f -mtime -1 -daystart -exec ls -l {} \;

Ao adicionar a opção -daystart, contamos as 24 horas a contar do início do dia de ontem.

Hoje, é Terça. Imagine que queremos saber que ficheiros foram modificados durante o fim de semana:

find . -type f -mtime 2 -mtime -3 -daystart -exec ls -l {} \;

Vamos analisar as 3 opções de tempo:


-mtime = quando alteramos o conteúdo do ficheiro 
-ctime = quando o inode associado ao ficheiro foi alterado - alterado sempre que alteramos o conteúdo, mas também quando mudamos o dono, as perrmissões do ficheiro, quando movemos para outra pasta
-atime = quando o ficheiro foi lido pela última vez

Um exercício que proponho que você faça é conjugar as várias opções que estou a exemplificar neste tutorial. Adapte estes exemplos às suas necessidades e comente sobre as suas descobertas. Partilhe connosco o que aprendeu. Ou, se já domina o comando find, partilhe connosco novos exemplos do comando find no linux e sugira alternativas aos exemplos aqui apresentados.

 

Atualizando Pacotes No Ubuntu

Nas matérias anteriores demos motivos para que nossos visitantes conhecessem o Linux (em especial a distribuição Ubuntu).

Hoje vamos continuar o assunto, falando sobre algo essencial para qualquer distribuição: A atualização de pacotes.

Se é sua primeira vez usando o Linux, não precisa se preocupar, pois vamos informar como executar o procedimento tanto pela área gráfica quanto pela linha de comando.

Antes Da Atualização

Antes de executarmos qualquer procedimento, vamos precisar habilitar os repositórios do Ubuntu pelo Synaptic.

Para isso, acesse o seguinte caminho:

– Clique em “Sistema“, em seguida em “Administração” e “Gerenciador de Pacotes Synaptic“.

Com o Synaptic aberto, clique em “Configurações“, em seguida em “Repositórios“.

Marque as todas as opções encontradas (similar à tela a seguir):

Área Gráfica – Usando O Synaptic

Se você nunca ouviu falar sobre o Synaptic, fique tranquilo, pois falaremos um pouco sobre ele!

Ele pode ser considerado como a interface gráfica do apt-get (comando responsável pelas atualizações).

Ele é simples de manusear e prático de gerenciar…

Através desta área você poderá instalar, remover, configurar ou até mesmo atualizar os pacotes de softwares.

Para você acessar essa área, será necessário clicar em: “Sistema“, em seguida em “Administração” e por fim em “Gerenciador de Pacotes Synaptic“, onde você terá acesso à tela a seguir:

Para escolher um pacote, o procedimento é muito simples: Basta você seleciona o conteúdo a ser instalado e clicar em “aplicar“.

OBS.: Para acessar esta área, será necessário ter acesso como usuário “Root” (administrador do computador).

Para saber mais sobre o Synaptic, visite e explore um pouco mais sobre esta ferramenta neste site sobre o Synaptic.

Linha De Comando – Usando O Apt-Get

Bem… se você quiser efetuar a instalação através da linha de comando, certamente encontrará algumas vantagens (falarei sobre elas mais a frente).

Em todo caso, o procedimento é simples:

Após abrir o console, digite: “su” (para entrar no Super Usuário. Isto é: Usuário Administrador).

Digite seus dados de acesso!

Havendo acessado a linha de comando como Administrador, vamos iniciar a atualização da lista de pacotes!

Para isso, digite:


sudo apt-get update

Feita a atualização, vamos atualizar os pacotes instalados, seguindo o procedimento a seguir:


sudo apt-get upgrade

OBS.: Ao executar este procedimento, somente os pacotes e softwares que tiverem atualizações serão atualizados.

Prático, né?

Com 2 comandos você executou a atualização dos pacotes (sem muito esforço).

Executando Limpeza Básica

Bem… acho que após esses exemplos, você gostou (pelo menos um pouquinho) da linha de comando, não?

Os comandos a seguir, também podem ser usados para que você tenha sempre seu computador “estável”, isto é: Prático e rápido.

Execute o “autoremove para remover os pacotes que não serão mais usados (conforme exemplo a seguir).


sudo apt-get autoremove

Um outro comando que pode ser usado é:


sudo apt-get autoclean

OBS.: O comando acima poderá ser usado “apenas” após a instalação dos pacotes que baixamos, pois mesmo após instalar eles permanecem na máquina.

Para finalizar, você também poderá checar as dependências quebradas executando o comando a seguir:


sudo apt-get check

Bem… fiquei de falar das vantagens de se fazer as atualizações através da linha de comando, né?

Vamos analisar de forma prática?

Ao usar o synaptic você precisará tomar bastante cuidado para não apagar algo errado.

Já na linha de comando, além de você executar o comando necessário de forma prática, ele evitará futuros erros.

E aí, gostou desta matéria? Ela foi prática para você? deixe aqui seu comentário…

Explorando O Ubuntu

Na matéria anterior falamos sobre a importância da escolha da distribuição e hoje daremos continuidade a esse assunto, passando a falar sobre as qualidades de cada distribuição Linux.

Claro, nosso desejo não é falar de assuntos técnicos (pelo menos de início), mas estaremos apresentando motivos pelos quais você poderá escolher essa distribuição e trabalhar em cima dela!

Como disse anteriormente, iniciaremos uma série de matérias falando um pouco sobre cada uma distribuição e hoje iniciaremos falando sobre o Ubuntu!

O Que É O Ubuntu?

O Ubuntu é um Sistema Operacional Linux desenvolvido por um núcleo GNU/Línux. Ele é baseado no Debian, já sendo um dos sistemas operacionais de código aberto mais populares do mundo.

Por ter um layout prático e simples de manusear, ele é perfeito para notebooks, desktops e servidores.

O Ubuntu contém todos os aplicativos que você precisa, isto é: navegador web, programas de apresentação, edição de texto, planilha eletrônica, comunicador instantâneo e muitos outros!

Por definição, Ubuntu (nas linguagens Bantu da África do Sul), tem o significado de amizade, alegria ou junção!

Motivos Para Você Usar O Ubuntu

Bem… antes de qualquer coisa, podemos dizer que o fato de se trabalhar com um Sistema Operacional gratuito é ótimo. Até porque, os valores investidos em uma Licença de Uso, podem ser investidos em outra coisa!

Imagina você tendo a “necessidade” de trabalhar com uma Rede segura e tendo de investir em “versão enterprise” ou algo do gênero?

Com o Ubuntu você não terá esse tipo de preocupação, pois ele sempre será gratuito (garantia dada por seus desenvolvedores).

Uma outra coisa é a facilidade de se encontrar tutoriais na Internet (sem contar suporte – tanto para o usuário inexperiente, quanto os que gerenciam redes).

Quem já teve o privilégio de usar esta distribuição, sabe que encontramos nele uma ótima infraestrutura de tradução e acessibilidade.

Então, se você quiser usá-lo em sua Rede, certamente terá muitas vantagens. Isso porque:

  • Ele é muito prático de ser usado;
  • Possui facilidades de uso (tanto para quem gerencia quanto para quem usa na rede);
  • Possui atualizações constantes e seus pacotes são confiáveis.
  • Não preciso nem dizer que ele é seguro e confiável, né?

Área de Trabalho - Ubuntu

Ah, preciso fazer um comentário, antes que eu esqueça: O Ubuntu teve sua origem através do Debian, correto?

Bem… ele tem uma “pequena” diferença: Ele tem seu lançamento semestral (diferente de outras distribuições).

Como Instalar o Ubuntu?

Bem… quem trabalha com o Windows e pretende migrar para o Linux (seja qual for o motivo), uma das principais perguntas é: Como vou migrar meu Sistema Operacional?

É, tenho que concordar que algumas distribuições são realmente dificeis de se trabalhar (eu sou um que apanhou bastante quando estava iniciando nas atividades).

Uma das principais preocupações que nós Desenvolvedores que trabalhamos com GNU/Linux temos é quanto a uma instalação prática, rápida e segura.

O Ubuntu neste sentido, não deixa a desejar!

Ele possui diversos tipos de instalações! Para quem utiliza o Windows, pode-se fazer a instalação através do “Wubi”.

Bem… o Wubi funciona através do Windows e possui uma interface muito amigável (veja exemplo na imagem a seguir).

Interface do Wubi

Claro, se você quiser instalar a distribuição de outras formas, ele também lhe dá a possibilidade de trabalhar em modo texto, entre outros.

E aí, gostou da distribuição?

Visita o site oficial do Ubuntu e encontre muitas outras vantagens…

Quer fazer download dele? Download do Ubuntu.

Ficamos por aqui com mais esta matéria! Espero que através deste resumo sobre o Ubuntu possamos ter lhe ajudado em algo.

Em caso de dúvidas ou maiores informações, sinta-se a vontade em entrar em contato conosco.

Como Escolher Sua Distribuição Linux

Se você já trabalhou com o Windows, certamente em algum momento teve de escolher a versão ideal. Isto é: Temos versões do Windows que não rodam em alguns computadores (Ex.: é impossível rodar o Windows XP em um 486 com 128 MB de RAM).

Quem pensa que todas as distribuições de linux são todas iguais, está muito enganado!

Para que você venha escolher a distribuição ideal, estaremos usando esta matéria para responder a diversas dúvidas que são muito comuns a novos usuários, desenvolvedores, alunos acadêmicos, etc.

debian

O Que É Uma Distribuição Linux?

O Linux pode ser distribuído livremente. Você inclusive pode gravar um CD com o Linux e mais alguns programas e vendê-lo para quem se interessar. Isto é o que chamamos de “distribuição”.

Na prática significa que você pode até mesmo ganhar dinheiro vendendo CDs do Linux, mas não poderá estabelecer nenhum tipo de restrição de uso (inclusive de suas cópias).

Como Escolher Uma Distribuição Linux?

Dizem que o Linux é mais seguro e estável que o Windows… Só quem conhece pode dizer se é verdade ou não!

Entretanto, na hora de escolher uma distribuição, além da segurança, o ideal é conhecer ao máximo as distribuições pretendidas!

Hoje por falta de conhecimento, alguns usuários fazem as seguintes reclamações: “O Linux não reconhece meu hardware”, “Não consigo fazer conexão à Internet”, entre outras reclamações.

É uma pena, pois se eles investissem em versões recentes e estáveis, certamente não teríam tais problemas.

Antes de investir em uma distribuição, você vai precisar:

  • Conhecer a distribuição que você pretende investir;
  • Verificar se a distribuição suporta o seu hardware;
  • Saber se você se adapta às necessidades técnicas que a distribuição exige;
  • Saber ela tem documentação fácil e treinamento disponível;
  • Saber se as atualizações são frequentes;
  • Se é ideal para suas atividades.

Só em falar desses critérios, lembro quando iniciei meus trabalhos no Linux!

Apanhei para instalar, me adaptar e customizar o slackware. Quando finalmente pensei que sabia tudo do Sistema, fui obrigado a fazer Upgrade, para que pudesse trabalhar com novos computadores!

Foi dificil, pois logo tive de reinstalar o meu “sistema operacional perfeito”.

Bem… essas são algumas das perguntas e dificuldades mais comuns que o iniciante encontra, mas após algum tempo, você acaba se acostumando e superando esses problemas!

Sugerimos pesquisar no Google ou no site lwn.net informações sobre cada uma delas e pesquisar sobre as curiosidades mais recentes!

Veja abaixo algumas das distribuições mais queridas do mercado!

Bem… eu sou apaixonado pelo Slackware, outros gostam do Debian, sem contar os que são fascinados pelo SuSE, entre outros.

Não importa a opinião ou a distribuição. O ideal é você encontrar uma distribuição que você goste, pois todas tem suas vantagens e desvantagens.

Ficamos por aqui com nossa primeira matéria de Linux. Não perca nossas próximas edições, pois estaremos falando sobre vários assuntos interessantes.

5 Razões Para Experimentar Linux

Para muitos utilizadores, são necessárias razões de força maior para justificar uma mudança de Sistema Operativo. No meu caso, gosto de mexer diariamente em vários Sistemas Operativos. Não sou fiel de qualquer OS em particular. No fundo, quem gosta de informática como eu, gosta de experimentar, gosta de ter várias alternativas e opções. O sistema operativo é apenas uma ferramenta e quem experimenta vários OS está mais bem informado sobre qual é o melhor sistema operativo para si e para as suas necessidades de trabalho e entretenimento.

É habitual as guerrilhas entre adeptos do Windows e do Linux. São os fundamentalistas, que não conseguem ver para lá do sistema operativo a que estão habituados. Mas, cada sistema operativo tem as suas valências e serve públicos distintos.

Hoje, vou-me colocar ao lado do Geek, que veste a camisa “Powered by Linux”! E apresentar 5 razões para que você experimente o Linux.

O Linux É Mais Seguro

É verdade que a percentagem de pessoas a utilizar linux como desktop é pequena e, por isso, o Linux não desperta tanta atenção a quem cria vírus e malware. Mas, também é verdade que a arquitectura do sistema operativo Linux está construída de uma forma que torna muito difícil danificar a instalação.
No entanto, deverá instalar sempre um programa de anti-vírus e uma Firewall, por exemplo o ClamTk e o FireStarter. Tal como em qualquer outro sistema operativo, deve-se actualizar regularmente o software e cuidar da respectiva segurança.

O Linux É Amigo Do Hardware!

Um dos maiores medos, que quem ainda não experimentou Linux tem, é a incompatibilidade do hardware que utilizam e compraram com o Linux! Muitos não sabem, mas o Linux suporta mais hardware que, por exemplo, o Windows Vista. E esse suporte é progressivo e irá manter-se no Futuro! Ou seja, a maquina de hoje será compatível com a versão de amanha.
Por exemplo, praticamente todos os programas de música para Linux são compatíveis com o iPod! Desde de programas simples como o hipo até aos gestores de biblioteca musical com o Amarok ou o Banshee.

Amarok

Com a excepção dos netbooks, os fabricantes não anunciam nas embalagem se o hardware é compatível com Linux. Algo que provavelmente com o sucesso do eeePc poderá mudar. Da mesma forma que vejo, de vez em quando, hardware a anunciar que é compatível com MAC, pode ser que comecemos a ver anúncios de hardware compatível com Linux.
Para dissipar dúvidas, podem verificar a compatibilidade do hardware que pretendem comprar com Linux, em sites como o LinuxHardware, o LinuxDevices ou o Hardware4Linux.

O Linux É Rápido!

Um das grandes vantagem do Linux é a possibilidade de poderem ter uma distribuição pensada para a vossa maquina. Por exemplo, os netbooks usam distribuições pensadas e optimizadas para aquele tipo de máquina. O que maxima os recursos da máquina, tornando-as mais rápidas. Além disso, podem também mudar de desktop: podem utilizar o Gnome ou o KDE ou podem instalarem desktops mais leves e rápidos como o Xfce.

A grande maioria dos programas para o Windows funcionam no Linux!

É verdade! Mais, todos os dias, mais bugs são tratados e o leque de oferta aumenta. Podem instalar através do WINE, programas como Photoshop CS4, Dreamweaver, e até mesmo o MS Publisher.

Photoshop CS4

E podem também instalar a vossa colecção de jogos para Windows, como o Call of Duty, Half-Life 2 entre muitos outros, podem verificar na base-de-dados do WINE.

O Linux É Open-Source!

A opção Linux é um excelente acto de gestão para qualquer empresa, em todos os aspectos, e principalmente no aspecto económico. Existem inúmeras alternativas para os habituais programas proprietários, como por exemplo o OpenOffice. Podem espreitar algumas dessas alternativas em OsAlt